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Esporte a motor em Goiás, no Brasil e no Mundo

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O automobilismo sem o setor público

Por Paulo Emílio Sena

O Blog, a exemplo destes que vos escrevem, é de Goiás. Então o primeiro paradigma sempre será nosso Estado ou nossa capital, Goiânia. Aqui, o Autódromo Internacional Ayrton Senna é público, e como tudo em Goiânia, tem uma situação delicada, e que não cabe aqui discutir, pois envolve política. Este é um blog esportivo, e de esporte a motor.

Para se ter uma ideia de quanto pode chegar a custar um parque automobilístico no Brasil, vamos direto ao topo da lista, a pista onde todos querem andar; Interlagos, ou aos mais íntimos, Autódromo José Carlos Pace (SP). Em entrevista ao Programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, o empresário e pretenso candidato à prefeitura de São Paulo afirmou categoricamente que somente o autódromo consome dos cofres municipais o valor de R$ 170.000.000 ( Cento e setenta milhões, você não entendeu errado). Ainda segundo o pré-candidato, mais da metade desse dinheiro todo vai para adequações exigidas pela Fórmula 1! Serviços públicos são necessário, e que sejam de qualidade, sempre. Mas automobilismo no “país do futebol” não me parece ser exatamente a prioridade.

Nós que curtimos até o cheiro de gasolina, de um bom “borrachão”, colocamos como esporte, os a motor e em segundo lugar o resto, mas eles não. Para o poder público e a população em geral, nós é que somos o resto. Mal sabe a população em geral, que se fosse viável, haveria corridas e treinos todos os finais de semana, ou a semana inteira.

Um autódromo gerido pelo poder público não tem obrigação de dar lucro, ou até empatar a receita. O de Goiânia certamente dá prejuízo (direto, não indiretamente). O governo, dono do autódromo não tem interesse em trazer eventos, a menos que seja uma Stock Car ou uma Fórmula 1, que passam na Globo. Mas a Truck, que tem no seu espectador um apaixonado quase cego, roda o Brasil atrás de seus ídolos.Se não houver divulgação da categoria na mídia, não se vende ingresso e o retorno de mídia não acontece. E estamos vivendo isso. As categorias estão morrendo pois com falta de retorno de mídia aos patrocinadores, estes retiram seus investimentos em equipes ou categorias, e o piloto ou dono de equipe que vive daquilo, precisa ver seu sonho de “viver de automobilismo” escorrer por entre os dedos.

O automobilismo brasileiro, em geral, precisa de gestores sério e comprometidos, não de uma pessoa que fica dentro de uma sala (ou gabinete, para os mais pomposos), só fazendo ligações e se dizendo administrador de autódromo.

Um comentário:

  1. Mesmo o autódromo de Goiânia sendo gerido pelo governo teria como ser bem rentável. Correm os regionais sem público, sem divulgação. Só tem público na Stock e Truck.
    Ingressos baratos e estruturas de bar SEM EXPLORAR o consumidor já faria grande diferença.

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