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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Adeus, Tio Bernie

por Fabrício Sousa


De piloto medíocre, passando por um ótimo dono de equipe. e por fim, um genial administrador de uma categoria que é considerada nos quatro cantos do mundo como a maior categoria de automobilismo. Esse é Bernie Eccleston, o responsável por a F1 ter chegado ao ápice e ninguém nega
isso.

O tio Bernie, para os íntimos, no alto de seus 82 acumulou ao longo de décadas de envolvimento com a F1 todo o necessário para fazer bons negócios. Sim. Basicamente o que ele fez foi fazer negócios milionários e bilionários em favor da categoria de monopostos, que viu seu quintal europeu ganhar as Américas, Ásia e Oceania.

A sua avançada idade o habilita a fazer parte da Administração de qualquer empresa do mundo. Então por que o Grupo estadunidense Liberty Media o "convidou a se retirar", dando-lhe o prêmio de consolação de Presidente Honorário? Na minha opinião, faltou a Bernie capacidade de se adaptar ao maravilhoso mundo da internet.

A rede mundial é muito mais que visitar sites. Trata-se de um novo modelo comportamental que se estabeleceu no mundo, onde quase todo mundo consome toda sorte de produtos pela internet. Mas não é que o tio Bernie não entendesse apenas de internet, penso que ele falhou em termos de mídia mesmo.

A F1 sofre um fenômeno mundial de perda de audiência - claro, com a ajuda de péssimas transmissões como as da Rede Globo - e ela nunca soube minimizar essa situação. Basicamente, o que se faz por lá é mexer no regulamento pra ver se se acaba com as hegemonias. Sim, a F1 nos últimos tempos é uma sinfonia de uma nota só. Uma equipe dispara na frente, fica uns anos ali no topo e depois vem outra no lugar, salvo raras exceções.

Bernie Ecclestone nunca foi de aceitar mudanças que se adequassem a esse novo cenário de novas mídias e ainda por cima mirou no alvo errado para incrementar a audiência. Mas é fato que a maior parte das corridas de F1 são brincadeiras de "siga o mestre"...

Então agora temos o Liberty Media, que vai tentar fazer a F1 voltar a ganhar audiência e o capacitadíssimo Ross Brawn que comandará os aspectos esportivos da categoria. Se cada um acertar no trabalho, veremos dentro de poucos anos uma nova forma de consumir F1, mas claro, sempre lembrando que foi o tio Bernie que nos trouxe até aqui.

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